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A importância do lazer na hotelaria

            É incontestável a importância que o lazer representa atualmente nos hotéis. Os serviços oferecidos devem ir ao encontro das necessidades do homem moderno, procurando sempre satisfazê-lo. Isso só acontece quando o hotel conta com serviços adequados, terceirizados ou não, apesar de isso não representar muito em termos de faturamento.

            Mas acaba, por sua vez, se tornando uma grande motivação para o hóspede. Ou seja, preencher o tempo livre do hóspede com atividades lúdicas, seja com esportes, brincadeiras ou mesmo atividades culturais e artesanais podem trazer o hóspede de volta ao estabelecimento em outras ocasiões, além de ser um diferencial nos serviços prestados.

            O propósito de um serviço de recreação na hotelaria é oferecer entretenimento e descontração aos hóspedes. Quando as pessoas se sentem bem em um determinado local, tornam-se mais disponíveis e ampliam consideravelmente suas relações interpessoais. Quando isso ocorre, elas dão um significado todo especial àqueles momentos, procurando revivê-los sempre que possível, já que há uma tendência no comportamento humano de reviver tudo que lhe cause prazer.

            As atividades de lazer podem ser oferecidas nos próprios hotéis ou por empresas especializadas em recreação, a serem contratada pelo hotel ou por responsável do grupo de hóspedes, caso ele venha de outra localidade.Tudo vai depender da categoria do hotel e do perfil do hóspede que ele atende (caso tenha um target específico).

            O setor de lazer deve ser responsável pela organização e supervisão de todas as áreas de lazer no que diz respeito aos horários, qualidade do material e estado de funcionamento dos equipamentos. Isso, claro, quando o estabelecimento conta com infra-estrutura para as atividades. Caso contrário, as empresas de recreação e lazer podem assumir esse papel.

            Para o assistente da coordenadoria de lazer e eventos do Grande Hotel São Pedro, do Hotel Escola Senac, Enio Humberto Trevizani, é fundamental que o hotel conte com atividades de recreação tanto para o hóspede de lazer quanto para o de negócios. No primeiro caso, se o cliente estiver hospedado com os filhos, ele ficará mais tranqüilo, pois as crianças ou adolescentes poderão contar com brincadeiras, jogos, animação, entre outras tarefas. No segundo, o de negócios, as gincanas podem estimular uma interação maior com os colegas de trabalho, no caso das convenções, por exemplo.

            "O objetivo sempre é proporcionar ao hóspede uma permanência tranqüila, suprindo as suas necessidades. Feito isso, com certeza ele retornará ao hotel", afirma Trevizani.

            Essa tendência de recreação nos hotéis é um fato que vem acontecendo efetivamente há aproximadamente cinco anos, e veio pra ficar, segundo o assistente do Hotel Escola Senac. Trevizani diz perceber que muitos hotéis vêm contratando empresas de recreação para executar essas atividades, a chamada terceirização.

            Espalham-se pelo país vários cursos superiores voltados ao preparo de profissionais para hotelaria como, por exemplo, os cursos de Turismo que dão ênfase a hotelaria e os cursos de formação de técnicos em hotelaria. Resta saber se estes cursos contemplam nos seus currículos alguma disciplina que trate especificamente de recreação na indústria hoteleira. Não se trata de incluir uma ou outra disciplina que dê destaque ao valor da recreação ou atividades lúdicas. Trata-se de oferecer subsídios para que esses profissionais sejam capazes de desenvolver projetos lúdicos dentro da rede hoteleira.

            O serviço de recreação engloba mais uma alternativa de lazer que a indústria hoteleira pode oferecer aos seus usuários. O sucesso empresarial em tempo atuais está diretamente relacionado à qualidade dos serviços que oferece, associados às alternativas que se coloca a disposição dos usuários. Esse aspecto constitui-se na premissa básica que deve nortear o pensamento do empresário neste tipo de empreendimento.

 

Referências Bibliográficas:

 Recreação na hotelaria: o pensar e o fazer lúdico / Airton Negrine, Luciane Bradacz, Paulo Eugênio Gedoz de Carvalho – Caxias do Sul – Editora EDUCS, 2001.